São Paulo em duas rodas

Junto com a crescente onda do uso das bicicletas em São Paulo, dois grupos nesta edição da Feira de Ciências deram maior destaque ao meio de transporte de bicicleta. Em uma sala do bloco D, dois projetos, um que propõe transformar o esforço físico em energia elétrica e outro que visa a mobilidade urbana.

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Em um lado da sala o slogan “Transforma Gordura em Energia” e na frente uma bicicleta era o atrativo do grupo constituído pelos alunos Gustavo Rossi, Rafael Borges, Lucca Kuriki e Lucas Kobayashi, orientados pela professora Ana Cristina Camargo. “Basicamente é uma bicicleta que transforma energia dos seu músculos ou da sua gordurinha né [risos] em energia elétrica”, brincou um dos integrantes da equipe. “Então se você estiver pedalando já vai carregar seu celular”, completou.

Bicicleta em que acontece o recarga da bateria de celular

Bicicleta em que acontece o recarga da bateria de celular

O tema da Feira de Ciências deste ano é “Ciência e Empreendedorismo”. Pensando no lado empreendedor, o grupo observou que atualmente está em crescimento tanto a preocupação com a energia, quanto a obesidade das crianças, consideradas da “geração tecnologia”.  Uma vez que as novas gerações estão sempre freneticamente mexendo nos tablets, celulares e tecnologias, o protótipo foi produzido este público.  “Com este funcionamento da bicileta, eles serão mais motivados a andar de bicicleta, justamente para carregar o aparelho”, o grupo conto.

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Se seguirmos os inúmeros cartazes, colados nas paredes de tijolinhos no Band, escritos com letras maiúsculas “CUBO”, chegaremos a um grupo de meninas com blusa rosas. Movida pela curiosidade descobri que o Cubo é, na verdade, um triciclo elétrico que se transforma em uma maleta. A ideia de desenvolver uma “bicicleta maleta” surgiu pensando em agilizar a ida de casa até o transporte público, na dificuldade de se locomover com uma bicicleta normal no metro e na maior praticidade que este formato traria.

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O “Cubo” que pesa em média 20kg e pode ser carregado como uma mochila de rodinhas.

Em um mural, a equipe montou uma dinâmica explicação do modelo de negócio, mostrando a visão do empreendedor (o que é o projeto? quanto custa? quando fará? quem colocará em prática? como?) e a visão do cliente (as dúvida frequentes, os problemas). Para chegar as respostas o grupo fez inúmeras pesquisas no metrô, enquetes no Facebook e etc, chegando a conclusão de que o projeto do grupo das alunas  da 2.a série do Ensino Médio Aline Gouveia, Flávia Morandi, Giovanna Guerrero, Marina Moranduzzo e Naomi Mendes é viável.

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A cor da validade

Por Gabriel Lerner

Os alunos Isabela Portinari, Pedro Nogueira e Rachel de Oliveira, orientados pelo professor Franco Ramunno, procuraram inovações tecnológicas que estavam sendo divulgadas em algumas revistas, entre elas a revista Fapesp. Durante a pesquisa, eles encontraram um plástico que mudava de cor quando um alimento estragava, a partir disso aprofundaram-na através de artigos científicos.

Isabela Portinari e Rachel de Oliveira

Isabela Portinari e Rachel de Oliveira

Os alunos produziram um Polímero Biodegradável, ou seja, se decompõe com facilidade e não agride o meio ambiente, a base de amido de milho, água, açúcar e glicerol. Todo trabalho foi executado no Band, com exceção de uma parte de medição e análise que foram feitos na USP. Na segunda etapa, os alunos adicionaram corante de repolho, um indicador químico de pH, que em meio básico fica rosado e em meio ácido adquire coloração amarelada. Tendo em vista que a maioria dos alimentos muda de pH ao estragar, o consumidor poderia ter certeza que o alimento está próprio para o consumo.

Amostra da mudança de cor do corante de repolho

Amostra da mudança de cor do corante de repolho

“O projeto em si foi muito metódico, porque inicialmente a gente fez um experimento em que deu muita coisa errada. Aos poucos nós tivemos que descobrir que coisas eram, e por isso tivemos que fazer mais umas três ou quatro tentativas, para pôr fim obtermos um polímero satisfatório”.

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Diretor de Redação da Revista Galileu marca presença na Feira

Por Alexandre Gonçalves e Giovanna Fabbri

Confira a entrevista com o jornalista Gustavo Poloni, Diretor de Redação da Revista científica Galileu da Editora Globo e comentarista de Ciências do Morning Show da Rádio Jovem Pan.

Levando em consideração a faixa etária e o nível de escolaridade dos alunos que participam da Feira de Ciências, qual sua opinião acerca da qualidade dos trabalhos?

 Gustavo Poloni: Eu fiquei muito impressionado com a quantidade de tecnologia que os grupos usam para fazer os trabalhos, como, por exemplo, o chip arduíno (um chip programador) e o drone. Eu gostei bastante também da relevância dada ao tema da água, o assunto do momento.

Gustavo, além de Diretor de Redação da Galileu, é também comentarista da Rádio Jovem Pan

Gustavo, além de Diretor de Redação da Galileu, é também comentarista da Rádio Jovem Pan

O que você achou do tema empreendedorismo associado a sustentabilidade da Feira de Ciências desse ano?

 G: Empreendedorismo é a bola da vez. Esse assunto é importante por uma série de motivos, entre eles na formação de uma nova indústria no Brasil. Há um grupo na Feira que soube captar muito bem essa relação. Achei incrível o chuveiro com o chip arduíno que eles estão patenteando para reaproveitar a água do chuveiro no vaso sanitário. Além de patentear, eles já fizeram um business plan pra ver quanto que vai custar para começar a produzir algumas unidades. Quer coisa mais empreendedora que isso? Além disso, sustentabilidade é um assunto que precisamos falar. Os alunos conseguiram extrair com muita qualidade assuntos de dois temas super interessantes e importantes.

Qual a importância de uma feira de ciências na escola?

 G: Despertar o interesse dos alunos. Eles entram em contato com assuntos, temas e problemas que talvez nunca tivessem visto se não fosse pela Feira. Acho muito importante sempre estimular.

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Drones: acima dos holofotes

Por Fernanda Atihe e Gabriel Lerner

Os estudantes Lucas Kawahara, Alexandra Nardy, Giulia Paixão e as irmãs Ana Clara e Maria Paula Nina, todos da 1.a série ano do Ensino Médio, foram os responsáveis por chamar a atenção do Colégio inteiro na tarde da Feira. Com toda a razão: não é todo dia que vemos drones sobrevoando a quadra esportiva a mais de 20 metros do chão.
Os drones são veículos aéreos não tripulados, no caso, com hélices. Isso significa que, na visão dos leigos que vão se aproximando, se assemelham a helicópteros gigantes de brinquedo.

O grupo se diverte à tarde na Feira apresentando seu projeto.

O grupo se diverte à tarde na Feira apresentando seu projeto.

O projeto do grupo foi baseado na avaliação da exatidão e precisão do voo destes drones. Usando um código criado por eles numa linguagem especial de programação, foi possível eliminar os erros experimentais e as variáveis, afim de fazer com que um drone siga sempre a mesma rota (já que acontecia de ele sempre ficar inclinado para a direita, dando aquela impressãozinha desagradável de que poderia cair e decepar alguém). Para isso, contaram com a ajuda do professor Carlos Rafael da BandTec.

Drones estacionados, esperando o sorteio de quem irá pilotá-los.

Drones estacionados, esperando o sorteio de quem irá pilotá-los.

Apesar de terem enfrentado dificuldades variadas, como qualquer outro grupo, eles provaram que, muito além da tradicional Olimpíada de Química (onde é possível aprender a programar), é possível aprender programação com atividades incrivelmente lúdicas. A mostra do quinteto foi um sucesso, com momentos de descontração e até mesmo um sorteio entre os visitantes, em que o vencedor poderia pilotar um drone.

 

Entrevista com Gabriel “Bahia” Vilaça, aluno que pilotou um drone

Pergunta: O que você achou do projeto?
Gabriel: “Achei muito legal, o drone é uma tecnologia nova no Brasil e ainda não foram criadas leis para sua utilização”

Pergunta: Você teve a oportunidade de pilotar um drone? O que achou?
Gabriel: “Sim, achei bem interessante, o movimento é bem fluído e preciso, eu consegui fazer o drone voar um pouco. Também existe o controle de drone via iPad, que provavelmente deve estar no mercado daqui a alguns anos”.

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Comendo empreendendo

Por Fernanda Atihe e Gabiel Lerner

Na 2.a série Biológicas, uma ideia cresceu nas mentes empreendedoras de um quarteto de alunas com vasto potencial para a medicina. A ideia de Carolina Stampone, Flávia Nóbrega, Julee Quispe e Sofia Maestre era criar uma linha de alimentos funcionais, saborosos e nutritivos, baseando-se em suas pesquisas relativas a probióticos e prebióticos.

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Flávia explica que os probióticos são organismos acrescentados à comida, capazes de melhorar o sistema imunológico, já que são bactérias inofensivas e competem com os organismos nocivos. Os probióticos podem ser úteis na prevenção do câncer de cólon (no intestino grosso) e no tratamento da osteoporose, hipóteses ainda estudadas.
Já os prebióticos são definidos como carboidratos que atuam na região do cólon, possibilitando a cultura das bactérias auxiliadoras, e podem ser encontrados em diversos vegetais.

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Em clima de empolgação, amizade e ao mesmo tempo demonstrando um surpreendente domínio de conteúdo e compromisso com o projeto muito profissionalista, o grupo alcançou seu objetivo com a criação dos produtos propostos: brigadeiro, iogurte e bolo de banana, que foram servidos ao público animado.

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A tinta que economiza água

Por Gabriel Nunes

Com a crise da água na grande São Paulo, várias soluções surgiram na Feira de Ciências e Tecnologia do Colégio Bandeirantes. Um dos projetos foi ‘’Revestimento auto limpante’’ grupo do sétimo ano, composto pelos alunos Ana Arakaki, Marina Morita, Paloma MInharro, Isabella Avila e Victória Sanchez, que apresentou uma tinta da ‘’ultra ever dry’’ que é óleo e hidrofóbica. Essa tinta repele tudo a base de óleo e água além de ser um anticorrosivo, prolongar a vida útil dos produtos e ser anticongelamento. Sua aplicação é feita através de pulverizadores com gatilho manual. A tinta cria uma camada de ar sob o objeto, fazendo com que apenas 2-3% do revestimento entre em contato com a água. Cada aplicação dura, em média um ano ou mais.

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O grupo escolheu o tema porque ‘’queríamos ajudar nossa cidade ‘’ (referência à falta de água em SP). Além disso, explicaram também que em uma lavagem de carro, por exemplo, 378 de litros de agua são gastos, com essa tinta a lavagem não seria necessária até porque simplesmente o carro não iria se sujar.

É realmente impressionante a qualidade e dedicação de cada projeto e esse é só um dos exemplos de que a idade não é sinônimo de conhecimento. São Paulo conta com 7 milhões de veículos que são lavados quinzenalmente em média, sendo gastos 378 litros por lavagem. No entanto, com a tinta proposta pelo grupo a cada mês seriam economizados cerca de 5.292 milhões de litros de água.

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Água em foco

Por Leila Maciel e Beatriz Langella

Entre os diversos cartazes espalhados pelo colégio indicando as ideias dos projetos, um deles chama atenção: “Escassez de água na Cantareira? Nós temos a solução.”

Localizados na sala D4, os alunos do 9.o ano, Stéphanie Ribeiro, Bruno Coelho, Renata Rocha, Veronica Diaz e Victor Daoud, sob orientação da professora Malu, apresentam a sua proposta sustentável: a utilização de água cinza (de máquina de lavar, por exemplo) para regar plantas. Os estudantes contaram que quiseram escolher um tema atual para o projeto e por isso decidiram pela escassez de água. Para levar o projeto adiante, eles foram até o CIRRA (Centro Internacional de Referência em Reuso de Água) na USP e fizeram diversas pesquisas com diferentes tipos de planta e materiais para chegar ao resultado apresentado hoje. Utilizando garrafas PET, areia expandida e um pouco de gaze e uma pequena planta, eles fizeram um sistema, em pequena escala, de reutilização de água. Quem visita o projeto ganha uma amostra da montagem deles.

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Outro grupo que se empenhou na economia de água foi o pessoal do RAC. A ideia deles se baseou na quantidade de água gasta enquanto esperamos o chuveiro esquentar. Para que o projeto fosse desenvolvido foi colocado um programador no chuveiro chamado arduíno que é conectado a um sensor de temperatura. O arduíno é programado para deixar a água cair apenas quando esta chegar a temperatura que a pessoa programou e enquanto ela ainda está fria é depositada em uma caixa acoplada ao chuveiro. Assim depois do banho a pessoa pode usar a água limpa que está na bacia para beber, lavar louça e até mandar de volta para a caixa d´água.

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Concentração na sala de aula

Por Natalie Koutny

A concentração é um tema muito debatido hoje em dia, principalmente entre os educadores, uma vez que muitos alunos trocam a atenção na aula por jogos eletrônicos.

Com a intenção de melhorar a atenção dos estudantes em provas escolares e até mesmo em exames importantes como ENEM e FUVEST, o grupo “Neurociência aplicada à educação: proposta para aprimorar a concentração através das cores e da tecnologia” pesquisou sobre os fatores que podem contribuir para esse melhor desempenho, como, por exemplo, os jogos eletrônicos e as cores.

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A pesquisadora Daphne Bavelier inspirou o grupo através de suas pesquisas sobre a melhoria da atenção relacionada ao uso de videogames. A partir disso, eles realizaram alguns experimentos com tecnologias e cores, entre eles análise das cores utilizadas nas provas do Ensino Médio do Colégio Bandeirantes (verde, amarelo e branco). Eles concluíram que, segundo a semiótica, o amarelo é a cor que melhor ajuda na concentração. O grupo pretende continuar o projeto para ver se é possível a troca das cores das provas.

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Os resultados foram expostos na Feira de Ciências, além de jogos que aprimoram a concentração.

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O útil e o improvável no seu bolso

Por Fernanda Atihe

No 9.o ano, o empreendedorismo brotou inesperadamente de um objeto de primeira-mão, material indispensável no dia-a-dia dos alunos, santo-padroeiro da massa bandeirantina… o smartphone.

A dupla Rafael Sanches e Diego Chiavassa, pensando no que a orientadora Marta Rabello, professora de Física, tinha sugerido, decidiram dar vida a uma invenção barata, útil e fácil de reproduzir. Consolidando não só o empreendedorismo evidente, mas também o segundo tema da feira, a sustentabilidade, dado que o protótipo desenvolvido por eles, um smartphone –microscópio, é todo feito de materiais reutilizados. Mas como, um smartphone-microscópio?

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Com uma base de madeira, duas placas de acrílico, uma lâmpada de Led, e os mais importantes: uma lente de aumento de 40x, curiosamente extraída de um laser, e o dito smartphone, com uma boa resolução de câmera. É, de fato, a câmera do smartphone que vai entrar em ação. Com todo esse conjunto material, que, com exceção do celular, custa menos de 10 reais, é possível construir uma ferramenta ótica que, mesmo não sendo tão potente quanto um microscópio profissional, nos dá uma perspectiva totalmente nova sobre o que pode ser feito com a câmera de um iphone.

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“Na Onda dos Fungos”

Por Letícia Aya

Visando inicialmente a falta de espaço na sociedade atual e o esgotamento dos lixões, um dos grupos da Feira de Ciências deste ano abraçou o projeto que ao longo deste ano pesquisou a interferência das ondas magnéticas (ímãs) e sonoras (músicas) no crescimento dos fungos.

Frente a maquete que representa um lixão, os meninos explicam que a música do gênero clássico retarda o crescimento dos fungos, enquanto as do estilo heavy metal proporcionam sua aceleração. A ideia é tocar música nos lixões para diminuir com mais rapidez a quantidade de matéria orgânica. Porém com a decomposição acelerada do lixo, a quantidade de gás metano aumentaria e isso poderia causar uma explosão, ou seja, se tornaria nada viável.

Pensando nisso, o grupo criou um processo seguinte: a partir de um sensor, a música será desligada, o gás metano será sugado e, ao mesmo tempo, uma placa móvel, como se fosse um teto de ímã, aproximaria dos compostos orgânicos emitindo ondas eletromagnéticas fazendo com que os fungos parem de crescer, formando um ciclo equilibrado.

"Na onda dos fungos", projeto dos alunos do oitavo ano

“Na onda dos fungos”, projeto dos alunos do oitavo ano

Para provar que o ímã influencia no crescimento, eles fizeram um experimento com um saco plástico contendo um pedaço de pão e um ímã, e outro sem. Após um tempo, eles observaram que havia um baixo crescimento de fungos no pacote com o ímã. Os meninos também revelaram algo muito interessante, que em cima deste resultado poderia ser criado um novo modelo de embalagens para alimentos industrializados. Com a ação do ímã, a quantidade de conservantes ingerida poderia ser reduzida; porém está ideia fantástica, por enquanto, ainda não fora comprovada.

O projeto “Na Onda dos Fungos”, foi desenvolvido pelos alunos Eduardo Rino, Arthur Almeida, Gabriel Freudenthal, Mike Goto, Daniel Min, Fernando Picchi, todos do oitavo ano; com a orientação da professora Jessica Morais Dias.

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