M & M’s e Evolução – 9os anos aprendem a pesquisar a adaptação de uma espécie ao seu meio

O que M&M’s têm a ver com evolução? Este é o material didático sugerido pelo Howard Hughes Medical Institute (HHMI) para ensinar alunos do Ensino Fundamental sobre como pesquisar a adaptação de uma espécie ao seu meio, e como elaborar experimentos, tabular dados, fazer previsões e construir gráficos que demonstrem a influência da entrada de uma espécie predadora em um ambiente.

Os os alunos do 9o ano, ao longo de 3 aulas neste 2.o bimestre, testam a adaptabilidade de uma espécie de “ostras”, o Clamys sweetus tipo M e tipo R, para ver qual está mais apta a sobreviver quando um novo predador é introduzido. Testam a dureza da “concha”, a competitividade entre as duas espécies e a adequação das cores (mimetismo). Aprendem a discutir o que é controle, variável dependente e variável independente. Finalmente, aprendem a elaborar um novo teste baseado no que viram, para medir as chances desta espécie se adaptar se  uma nova mudança ocorrer no meio.

Esta aula foi trazida de um congresso de ensino de ciências pela Profa. Cristiana, coordenadora do curso, o NSTA (National Science Teachers Association) e adaptada para ser incorporada no laboratório de biologia. Os alunos estão fazendo a pesquisa com muito entusiasmo. Mas existe um aviso importante: Não podem comer as ostras! Senão elas entrariam em extinção antes mesmo da pesquisa começar!

Testando a dureza da concha

Testando a dureza da concha

Organizando a tabela de testes.

Organizando a tabela de testes.

Tabela organizada

Tabela organizada

Testando a dureza da "concha".

Testando a dureza da "concha".

Anotando resultados.

Anotando resultados.

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Aprender para não esquecer

Muitas lições que aprendemos na vida jamais as esquecemos, mesmo com o passar de muito tempo.

Outras informações porém, são esquecidas em pouco tempo.

Como funciona o “mecanismo” do aprendizado?

Quando temos que assimilar muita informação em um curto período de tempo, muitos dados acabam se perdendo pelo meio do caminho.

“As informações visuais são transmitidas ao córtex occipital e percorrem um longo caminho até chegar ao lobo temporal”, explica o neurologista Ibsen Tadeo Damiani, professor da Santa Casa de São Paulo e secretário da divisão de neurologia da Associação Paulista de Medicina (APM).

No processo, há uma alteração na taxa de disparos químicos entre os neurônios, as células que fazem a comunicação de dados no cérebro. Essa é a memória de curto prazo, que você usa rapidamente e esquece em seguida.

Isto significa que para lembrar um dado duas semanas depois de tê-lo captado na mente, é preciso convertê-lo em memória de longo prazo. Esse trabalho fica a cargo do hipocampo, segundo o médico. “Depois que os dados são integrados aos circuitos do cérebro, o hipocampo descansa e quem trabalha é lobo frontal, estrutura responsável pelo processo de recordação. É ele que traz à tona todas as informações que foram devidamente estocadas”.

hipocampo

Em termos práticos, para conseguir armazenar uma avalanche de informações, é necessário ter motivação e interesse na hora do estudo.

Quando se utiliza mais que um dos sentidos no aprendizado além da audição os estímulos são muito mais intensos e as informações ficam retidas por muito mais tempo. É por essa razão que nos laboratórios do Colégio Bandeirantes os alunos realizam aulas práticas utilizando uma abundância de materiais e recursos tecnológicos que os permitem observar, identificar um problema, levantar hipóteses e realizar experimentos, para testar as hipóteses levantadas. Este estímulo realiza muito no sentido de motivar o interesse do aluno, processo fundamental para o aprendizado de “longo prazo”, ou seja aprender para não esquecer.

Aula prática de botânica

Alunos em aula prática de botânica

Alunos realizando testes para determinar as substâncias presentes nos alimentos

Alunos testando substâncias presentes nos alimentos

Alunos fazendo CT na planta Impatiens walleriana (beijinho)

Alunos realizando CT na planta Impatiens walleriana (beijinho)

Alunos em aula prática de eletroforese

Alunos em aula prática de eletroforese

Aluno aprendendo a manusear uma micropipeta

Aluno (dir.) aprendendo a manusear uma micropipeta

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CSI na 8a série

Baseado no popular seriado de televisão, a 8a série trabalhou este ano com análises de DNA para descobrir paternidade em uma disputa, apanhar no flagra um contrabando de araras filhotes, investigar quem foi o assassino e resolver um caso de herança. Os jovens investigadores trabalharam diligentemente, sem descanso, até resolver o seu caso. Cada grupo resolveu um caso e, no final da aula, trocaram experiências e discutiram suas conclusões.

Um dos alunos falou que no começo achava que era muito difícil, mas logo pegou o jeito e resolveu tranquilamente o problema. A ciência forense não pareceu mais algo tão distante.

Veja algumas fotos da aula:

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Nanociência e nanotecnologia – pesquisa de ponta entra na sala de aula

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Durante o congresso NSTA, várias tendências no ensino de ciências ficaram claras. Muitos materiais didáticos e atividades curriculares agora incluem assuntos de ponta como biotecnologia, ciência forense, sustentabilidade, aquecimento global e nanotecnologia. Além desses assuntos, a própria estratégia de ensino de ciências aponta para a criação de um curso mais investigativo, baseado em cenários, onde os alunos passam a assumir papéis do “mundo real”, aplicando seu conhecimento em situações autênticas.

Ao estudar nanotecnologia, por exemplo, os alunos exploram de maneira concreta o conceito de escalas, proporções, modelos, e aprendem através de simulações concretas como funciona um microscópio atômico, a laser ou magnético. É a pesquisa de ponta chegando à sala de aula, mostrando que a ciência está ao alcance de todos!

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Nem tudo que parece, é

Se algum dia estiver frente a frente com um animal como este da foto, não se assuste!

Trata-se de um lagarto sem patas, cujo nome popular é “cobra-de-vidro”.

Qualquer similaridade com uma cobra trata-se de mera coincidência.

Cobra-de-vidro não é uma cobra, mas sim um lagarto apesar do seu corpo longo, cilíndrico, sem patas que pode atingir 50 cm de comprimento. É também chamada de cobra-cega porque acreditava-se que ela não pudesse enxergar. Os seus pequenos olhos, no entanto, funcionam bem. A cauda frágil quebra-se facilmente, mas cresce de novo. Esse lagarto da família Anguidae é inofensivo.

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Professoras apresentam trabalhos da Feira de Ciências 2008 em Congresso Internacional

Três professoras (Ana Cristina, Beatriz e Denise), acompanhadas pela coordenadora Cristiana, viajam dia 17 de março para New Orleans, em Louisiana, Estados Unidos, para apresentar os resultados dos trabalhos dos alunos que participaram da Feira de Ciências e Tecnologia do ano passado. A aceitação foi muito grande, demonstrando que os trabalhos desenvolvidos aqui estão em nível internacional.

Além dos trabalhos da Feira de Ciências, também será apresentado o trabalho do Projeto Biotecnologia, já em seu 11o ano. A excelência deste trabalho chamou tanto a atenção dos organizadores do congresso, que ele foi colocado como palestra de 30 minutos em uma sala que comporta 175 pessoas, privilégio este reservado para temas que os organizadores sabem que geram muito interesse por parte do público.

O NSTA (National Science Teachers Association) é a maior organização de professores de ciências do Ensino Básico dos Estados Unidos, reunindo um público em torno de 35 mil professores em sua versão internacional. Este já é o segundo ano em que trabalhos do Bandeirantes são escolhidos para ser apresentados. Ano passado foram trabalhos sobre a Feira de Ciências e sobre os Kits de Ciências.

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Novos microscópios com câmera digital mostram imagens de um admirável pequeno mundo

O laboratório de Biologia ganhou novos microscópios com câmeras digitais que permitem a captura de imagens diretamente do que é observado nas lâminas. Com isso, alunos e professores agora podem guardar as imagens e até vídeos do que estão observando. Hoje os alunos da 8a série puderam ver projetado o movimento dos pequenos protozoários que estavam estudando. Veja alguns exemplos:

imagem feita pelo microscópio digital

microscópio acoplado ao laptop no Laboratório de Biologia

os novos microscópios (5 por laboratório)

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Ferramenta de trabalho automática desenvolvida para as 5as e 6as séries

Nossos Analistas de Sistemas Paulo N. F. Vieira e Fábio M. Gondo trabalham incansavelmente para desenvolver ferramentas que auxiliam nas aulas de ciências. Com informações de medidas diversas obtidas e lançadas em uma tabela simples, os alunos obtém automaticamente gráficos comparativos permitindo uma visualização imediata dos resultados, tanto do seu grupo, como também a média da turma.

Com isso as professoras desenvolvem discussões mais aprofundadas  baseadas  nos  dados  coletados  pela própria classe.

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Nova aula da 8.a séries: alunos testando a teoria da abiogênese

Utilizando tubos de ensaio contendo substrato de polpa de tomate sem conservantes, os alunos testam hipóteses sobre o desenvolvimento espontâneo de microorganismos. Nesta aula os próprios alunos incorporam o papel de pesquisadores realizando os experimentos e fazendo previsões dos resultados esperados para cada um deles. Após o período estabelecido, os alunos realizam observações macroscópicas e microscópicas, obtendo informações que comprovam ou não as hipóteses iniciais sobre a abiogênese, levando a discussões e conclusões sobre o experimento.

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Alunos vestem o papel de cientista

Este ano o Laboratório de Ciências e Biologia traz novidades. Trabalhando como verdadeiros cientistas os alunos assumem responsabilidades individuais dentro do grupo através de diferentes papeis. Também estão tomando cuidados de segurança usando aventais fornecidos pelo Colégio, além de medidas como  prender o cabelo e cuidados com o manuseio  dos equipamentos. A idéia é vivenciar a metodologia científica como pesquisadores. Veja algumas fotos de uma aula de microscopia de 8.a série.

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