Água em foco

Por Leila Maciel e Beatriz Langella

Entre os diversos cartazes espalhados pelo colégio indicando as ideias dos projetos, um deles chama atenção: “Escassez de água na Cantareira? Nós temos a solução.”

Localizados na sala D4, os alunos do 9.o ano, Stéphanie Ribeiro, Bruno Coelho, Renata Rocha, Veronica Diaz e Victor Daoud, sob orientação da professora Malu, apresentam a sua proposta sustentável: a utilização de água cinza (de máquina de lavar, por exemplo) para regar plantas. Os estudantes contaram que quiseram escolher um tema atual para o projeto e por isso decidiram pela escassez de água. Para levar o projeto adiante, eles foram até o CIRRA (Centro Internacional de Referência em Reuso de Água) na USP e fizeram diversas pesquisas com diferentes tipos de planta e materiais para chegar ao resultado apresentado hoje. Utilizando garrafas PET, areia expandida e um pouco de gaze e uma pequena planta, eles fizeram um sistema, em pequena escala, de reutilização de água. Quem visita o projeto ganha uma amostra da montagem deles.

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Outro grupo que se empenhou na economia de água foi o pessoal do RAC. A ideia deles se baseou na quantidade de água gasta enquanto esperamos o chuveiro esquentar. Para que o projeto fosse desenvolvido foi colocado um programador no chuveiro chamado arduíno que é conectado a um sensor de temperatura. O arduíno é programado para deixar a água cair apenas quando esta chegar a temperatura que a pessoa programou e enquanto ela ainda está fria é depositada em uma caixa acoplada ao chuveiro. Assim depois do banho a pessoa pode usar a água limpa que está na bacia para beber, lavar louça e até mandar de volta para a caixa d´água.

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Concentração na sala de aula

Por Natalie Koutny

A concentração é um tema muito debatido hoje em dia, principalmente entre os educadores, uma vez que muitos alunos trocam a atenção na aula por jogos eletrônicos.

Com a intenção de melhorar a atenção dos estudantes em provas escolares e até mesmo em exames importantes como ENEM e FUVEST, o grupo “Neurociência aplicada à educação: proposta para aprimorar a concentração através das cores e da tecnologia” pesquisou sobre os fatores que podem contribuir para esse melhor desempenho, como, por exemplo, os jogos eletrônicos e as cores.

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A pesquisadora Daphne Bavelier inspirou o grupo através de suas pesquisas sobre a melhoria da atenção relacionada ao uso de videogames. A partir disso, eles realizaram alguns experimentos com tecnologias e cores, entre eles análise das cores utilizadas nas provas do Ensino Médio do Colégio Bandeirantes (verde, amarelo e branco). Eles concluíram que, segundo a semiótica, o amarelo é a cor que melhor ajuda na concentração. O grupo pretende continuar o projeto para ver se é possível a troca das cores das provas.

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Os resultados foram expostos na Feira de Ciências, além de jogos que aprimoram a concentração.

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O útil e o improvável no seu bolso

Por Fernanda Atihe

No 9.o ano, o empreendedorismo brotou inesperadamente de um objeto de primeira-mão, material indispensável no dia-a-dia dos alunos, santo-padroeiro da massa bandeirantina… o smartphone.

A dupla Rafael Sanches e Diego Chiavassa, pensando no que a orientadora Marta Rabello, professora de Física, tinha sugerido, decidiram dar vida a uma invenção barata, útil e fácil de reproduzir. Consolidando não só o empreendedorismo evidente, mas também o segundo tema da feira, a sustentabilidade, dado que o protótipo desenvolvido por eles, um smartphone –microscópio, é todo feito de materiais reutilizados. Mas como, um smartphone-microscópio?

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Com uma base de madeira, duas placas de acrílico, uma lâmpada de Led, e os mais importantes: uma lente de aumento de 40x, curiosamente extraída de um laser, e o dito smartphone, com uma boa resolução de câmera. É, de fato, a câmera do smartphone que vai entrar em ação. Com todo esse conjunto material, que, com exceção do celular, custa menos de 10 reais, é possível construir uma ferramenta ótica que, mesmo não sendo tão potente quanto um microscópio profissional, nos dá uma perspectiva totalmente nova sobre o que pode ser feito com a câmera de um iphone.

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“Na Onda dos Fungos”

Por Letícia Aya

Visando inicialmente a falta de espaço na sociedade atual e o esgotamento dos lixões, um dos grupos da Feira de Ciências deste ano abraçou o projeto que ao longo deste ano pesquisou a interferência das ondas magnéticas (ímãs) e sonoras (músicas) no crescimento dos fungos.

Frente a maquete que representa um lixão, os meninos explicam que a música do gênero clássico retarda o crescimento dos fungos, enquanto as do estilo heavy metal proporcionam sua aceleração. A ideia é tocar música nos lixões para diminuir com mais rapidez a quantidade de matéria orgânica. Porém com a decomposição acelerada do lixo, a quantidade de gás metano aumentaria e isso poderia causar uma explosão, ou seja, se tornaria nada viável.

Pensando nisso, o grupo criou um processo seguinte: a partir de um sensor, a música será desligada, o gás metano será sugado e, ao mesmo tempo, uma placa móvel, como se fosse um teto de ímã, aproximaria dos compostos orgânicos emitindo ondas eletromagnéticas fazendo com que os fungos parem de crescer, formando um ciclo equilibrado.

"Na onda dos fungos", projeto dos alunos do oitavo ano

“Na onda dos fungos”, projeto dos alunos do oitavo ano

Para provar que o ímã influencia no crescimento, eles fizeram um experimento com um saco plástico contendo um pedaço de pão e um ímã, e outro sem. Após um tempo, eles observaram que havia um baixo crescimento de fungos no pacote com o ímã. Os meninos também revelaram algo muito interessante, que em cima deste resultado poderia ser criado um novo modelo de embalagens para alimentos industrializados. Com a ação do ímã, a quantidade de conservantes ingerida poderia ser reduzida; porém está ideia fantástica, por enquanto, ainda não fora comprovada.

O projeto “Na Onda dos Fungos”, foi desenvolvido pelos alunos Eduardo Rino, Arthur Almeida, Gabriel Freudenthal, Mike Goto, Daniel Min, Fernando Picchi, todos do oitavo ano; com a orientação da professora Jessica Morais Dias.

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Explore o QuiMundo!

Por Beatriz Langella

Os alunos da 2.a série do Ensino Médio apresentaram um projeto que relaciona jogos e educação de forma divertida. Para esses estudantes a maior parte dos jogos educativos não são interessantes devido à ausência de recursos atraentes, como o design, e a falta de criatividade para que o jogador não se sinta na sala de aula.

Foi pensando em todos os elementos que faltavam para que esses jogos fossem cativantes, que o grupo decidiu desenvolver um jogo que mesclasse o conteúdo das aulas de Química e o formato de jogos de RPG como o popular Assasin´s Creed. Com a plataforma RPG maker, foi criado o QuiMundo, em que o aluno tem que aplicar seus conhecimentos químicos para completar cada fase nesse mundo situado dentro de um átomo.

Essa criação pode ser extremamente eficiente para as pessoas que possuem dificuldades nas aulas, já que o jogo aborda o assunto de forma diferente. Além disso, ainda evita que o jogador apresente uma espécie de bloqueio em relação ao conteúdo do jogo.

 

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Tamanho não é documento

Por Rafael Reis

A maior parte dos projetos da Feira são propostas de pequenos produtos e iniciativas com grandes impactos, como é o exemplo da produção de biofilmes sensíveis ao Ph e da casa sustentável movida a energia de algas. Todos os projetos são bastente visuais e alguns até interativos, o que facilita a compreensão. A maior parte deles tem um caráter sustentável.

Biofilmes sensíveis ao Ph

Biofilmes sensíveis ao Ph

Casa sustentável movida a energia de algas

Casa sustentável movida a energia de algas

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Ciência em debate

Por Rafael Reis

A professora de Geografia Regina Mara define a Feira de Ciências em uma palavra: “impressionante”, ressaltando os projetos sobre jardins suspensos e sobre o sono. Diz ainda que os alunos “foram fundo” mas que, mesmo assim, as apresentações são “compreensíveis” e “pé no chão”. Por isso, essa feira é acessível a todas as faixas etárias, presentes em peso hoje no colégio.

A professora lembra da importância do empreendedorismo social e econômico em uma sociedade com fronteiras cada vez mais apagadas. Nesse contexto, é importante ter em mente os impactos transacionais consequentes de cada projeto, ocorrentes também nos trabalhos da Feira de Ciências.

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Professora Regina Mara durante o MONU-EM

Por conta das eleições, nesta tarde bastante agitada acontece também o MONU-EM (Modelo da ONU para o Ensino Médio), projeto coordenado por Regina. Ela diz que apoia um programa que juntasse os dois, já que “é a mesma argumentação da diplomacia”, que visa trazer melhorias para a sociedade como um todo, tanto em uma escala maior, quanto em uma menor.

Resumindo suas ideais, a professora conclui: “sou fã da Pret-a-Manger. Eles investem nos produtores locais, oferecendo de forma natural e saudável alimentos para quem está na correria do dia a dia. Quando uma empresa transacional assim vem para um país, é preciso haver debate, discussão”.

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Veja estes tomates, conheça sua história

Por Caio Meneses

A Feira de Ciências e Tecnologia se destaca por seu altíssimo nível em termos de qualidade dos projetos apresentados. Para alcançar tal nível de excelência, os grupos precisam de muito trabalho duro durante todo o ano. Cada projeto é cuidadosamente elaborado de forma que este possa ser iniciado o mais rápido possível e ainda tenha tempo suficiente para ser plenamente desenvolvido apesar de erros e atrasos.

Isso é o que aconteceria em um grupo ideal. Entretanto, o projeto sobre o qual falarei neste texto foge um pouco desse padrão. As diferenças deste grupo em relação aos demais começam no seu processo de criação (chamo de processo, pois não foi simples nem rápido). Até a formação do grupo ser a atual, os integrantes passaram por intensas reviravoltas. Enfim, ele estava oficialmente formado.

Logo após a composição, as primeiras semanas foram dedicadas à decisão do tema, que variou radicalmente e sofreu diversas mudanças, substituições e discussões até a decisão final: recuperação de solos utilizando o zeólito.

O zeólito é um mineral com grande potencial para ser usado na agricultura para recuperar solos degradados. O problema é que este é um tema complexo, que envolve experiências nunca realizadas antes e manipulação de organismos vivos (plantas). O experimento consistiu em germinar sementes de tomates e submetê-las a três diferentes tratamentos: solo inerte (solo a ser recuperado), solo inerte com zeólito e solo inerte com vermiculita (mineral que desempenha a mesma função do zeólito). Entretanto, o único problema é que o crescimento e desenvolvimento de plantas depende de fatores externos como a temperatura e umidade do ar. Por fim, após vários erros e tentativas, os resultados esperados começaram a aparecer.

Na reta final, começaram a investir na apresentação e estratégias de divulgação. Como inovação foi a marca do grupo durante todo o trabalho, eles desenvolveram um aplicativo no qual é possível obter novas informações sobre o trabalho, que está disponível gratuitamente através de QR Codes espalhados pelo Colégio, no dia da Feira, e pelo link: http://app.vc/zeolito

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Feira se inicia com visita do prefeito de São Paulo

Por Beatriz Langella

A Feira de Ciências e Tecnologias do Colégio Bandeirantes está acontecendo hoje, dia 18 de outubro, e contou logo cedo com a presença do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Como todo bom pai, o prefeito veio acompanhar e prestigiar a filha que está participando do evento.

Haddad conversa com alunos do Band durante a Feira.

Haddad conversa com alunos do Band durante a Feira.

Haddad comentou sobre a importância do empreendedorismo atrelado a sustentabilidade nos dias de hoje, tema da Feira. Para ele, atualmente todo o desenvolvimento econômico é baseado na criatividade, fundamental, por exemplo, para a criação de projetos sustentáveis. “A ciência incorpora valores que nem sempre estiveram na agenda científica, como a garantia do bem estar da população”, explicou o prefeito Haddad.

Um grupo de alunos, composto pelos alunos da 2.a série do Ensino Médio Cristóbal Sciutto, Fernando de Moraes, Gabriel Yshay, Guilherme Lacks, Isabela Baptista, Matheus Boger e Rafael Szair, orientados pela professora Vanderiza Rodrigues,  mostrou o game educativo QuiMundo para o prefeito.

O grupo de alunos da 2.a série do Ensino Médio, composto por Cristóbal Sciutto, Fernando de Moraes, Gabriel Yshay, Guilherme Lacks, Isabela Baptista, Matheus Boger e Rafael Szair, orientados pela professora Vanderiza Rodrigues, apresentaram o game educativo QuiMundo para o prefeito.

O prefeito ressaltou ainda a importância da educação para o incentivo ao interesse científico que deve começar desde cedo. Exemplificou que esse incentivo pode ser representado pelo primeiro prêmio FIELDS, conhecido como o Nobel da Matemática, conquistado por um brasileiro e pela realização da primeira Virada Científica em São Paulo no dia 11 de outubro de 2014.

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Alunos do Idade Mídia e Open City cobrem Feira de Ciências

Para contribuir ainda mais para o sucesso desse sábado (18), a Feira de Ciências e Tecnologia de 2014 contará com a cobertura jornalística e fotográfica pelos alunos dos projetos Idade Mídia e Open City.

Empreendedorismo, inovação e criatividade não assinalam somente a Feira de Ciências desse ano. Com o projeto final já quase concluído, os alunos do Idade Mídia – um curso opcional que oferece diferentes habilidades na área de Comunicação – mostraram-se altamente habilidosos na produção de um curta-metragem ficcional, que pede sobretudo criatividade durante o projeto e espírito empreendedor para seu lançamento.

Empreendedorismo é também palavra-chave do Open City. Esse curso igualmente opcional permite aos alunos não só reflexões acerca de supostas melhorias para a cidade em que vivem, mas como a busca por soluções. Com o projeto também chegando ao final, os alunos se revelaram criativos e, principalmente, grandes inovadores.

Plenamente capazes e altamente eficazes, não há dúvida quanto ao sucesso da cobertura, que contará com dois alunos do Band já formados, ex-Idade Mídia e estudantes de Jornalismo, auxiliando-os na edição dos textos. Por isso, não deixe de acompanhar o evento pelo nosso blog.

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