Feira de Ciências recebe mais de 1000 visitantes

Com mais de 300 alunos envolvidos no desenvolvimento dos projetos, 50 professores participando como mentores e avaliadores e mais de 1000 visitantes, que contabilizaram 6000 votos na avaliação, a Feira de Ciências do Band 2013 foi mais que um sucesso.

Projetos interessantes e criativos, dentro do tema de Inovações Tecnológicas, permitiram que os alunos expusessem com orgulho os projetos em que trabalharam duro o ano todo. A criatividade dos alunos superou as expectativas por irem muito além do solicitado, surpreendendo em qualidade, seriedade e comprometimento ao receber o público.

Além disso, os avaliadores parceiros, os professores orientadores e a organização como um todo merecem destaque pelo cuidado com cada detalhe do evento, o que colaborou para o grande sucesso da feira e de seus momentos inesquecíveis. “A Feira de Ciências é um projeto de grande porte que envolve várias áreas do conhecimento”, explica Marly Machado Campos, que ao lado dos professores Cristiana Mattos e Ricardo Almeida coordenou a Feira. “Além desses alunos tivemos três grupos de outros projetos: Sustentabilidade, Mecatrônica e Idade Mídia, atuando na feira com propostas relativas aos projetos que participam”, completou.

A Escola Politécnica da USP auxiliou vários grupos com seus projetos, principalmente nas etapas experimentais. “O próprio tema da Feira de Ciências deste ano (Inovações Tecnológicas e suas Aplicações) foi motivado por uma conversa entre os coordenadores da Feira e o professor Fernando Landgraf – professor da POLI e atual diretor-presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas”, lembra o Prof. Almeida.

Houve, em alguns grupos, comunicação com fontes internacionais, como foi o caso do professor Tarig Hassan da Tuskegee University, do Estados Unidos, e com o MIT. Em âmbito nacional, também constaram como colaboradores em alguns projetos a Comgás, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e o Instituto de Energia e Ambiente. Por fim, mas não menos importante, a maior novidade deste ano da Feira foi a votação por Ipad, o que possibilitou a tabulação dos dados instantaneamente. Dessa forma, foi possível preparar, pela primeira vez, a cerimônia de premiação no mesmo dia, ao final da Feira. “Foi bárbaro, pois pudemos comemorar junto com todos os alunos e suas famílias!”, comentou a Prof.a Cristiana Assumpção. O Analista de Sistemas do Colégio, Fábio Gondo, foi o responsável por preparar a ferramenta que tornou esta novidade possível na Feira este ano.

Para descobrir um pouco mais sobre a premiação, não deixe de conferir a matéria, elaborada por alunos do Idade Mídia, sobre os vencedores e seus projetos. Não perca também a oportunidade de checar as fotos do professor Waldir Hernandes, que além de orientar 2 grupos na Feira aproveitou para fazer o registro de alguns trabalhos utilizando-se do aplicativo Instagram.

Para isso, o professor pediu a cada grupo que elegesse um aspecto do trabalho que considerassem mais importante, sendo este fotografado e postado no aplicativo. “As imagens das áreas relacionadas às Ciências não precisam limitar-se a descrição de fenômenos ou de estruturas.

As imagens podem ter um caráter mais questionador ou interpretativo, sugerindo diferentes pontos de vista. Dessa forma, elas podem atuar como agentes de reflexão e mudança”, explicou.

Para conferir a galeria de imagens, clique aqui.

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O professor Ricardo Almeida, um dos coordenadores da Feira, fala sobre sua organização e relevância em entrevista

Por Leila Maciel

Leia a seguir a entrevista com o professor Ricardo Almeida, um dos coordenadores da Feira.

Qual a sua relação com a feira de ciências?

Almeida: Eu sou coordenador da feira de ciências junto com Marly e com a Cristiana.

Como surgiu a feira do Bandeirantes?

Almeida: A feira de ciências surge da necessidade de criar um projeto científico e em uma conversa com professores na área de ciências, Cris, Marly, eu e Boggio sobre tecnologia, nós decidimos que estava na hora de criar um projeto de iniciação científica. Assim, ela começou há 7 anos atrás

Como funciona a organização e os preparativos da feira?

Almeida: É até difícil de saber por onde começar a explicar. Isso é uma força tarefa, são vários professores organizando, nós dividimos as tarefas entre eu, Cris e Marly. São vários professores e monitores envolvidos. É algo bem complexo.

Por que vocês escolheram o tema “Inovações tecnológicas e suas aplicações”?

Almeida: Nós conversamos com um professor do IPT (Instituto de Pesquisa Tecnológica), o Fernando Landgraf, que é um grande parceiro, é professor da escola Politécnica e diretor do IPT e ele sugeriur este tema. E aí nós pensamos na ideia e a gente decidiu que inovação seria o tema a ser trabalhado A gente estava tão curioso sobre qual seria o próximo tema da feira que estávamos já decidindo desde o ano passado.

Tem alguma novidade nessa feira que não teve nas outras edições?

Almeida: Eu acho que toda a feira traz um componente novo. Eu acho que a participação e a interação com as famílias, o uso dos Ipads na questão da votação foram um grande salto. Tiramos o papel, pois a gente ficou bastante preocupado com a questão da sustentabilidade. Eu acho que foi a grande inovação que tivemos por que a preocupação era trabalhar, realmente, pensando na questão do meio ambiente.

Qual você acha que é a importância da feira para o colégio?

Almeida: Bom, eu acho que, para o colégio, ela é importante por que trabalha com a questão de provocar no aluno o espírito de empreendedor, esse espírito científico. Eu diria que vale mais para o aluno, o que acaba revertendo para a escola como um todo. Eu acho que o grande desafio é como desenvolver esses meninos. Eu acho que esse foi o grande diferencial dessa feira.

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Equipe de Educação para Sustentabilidade faz pesquisas para avaliar a sustentabilidade ecológica da Feira de Ciências

Por Isabela Portinari

Os professores da equipe de Educação para Sustentabilidade, Thaís Milani Bianco, Rosiani Telles, Cristiana Mattos de Assumpção e Edson Grandsioli, fizeram diversas pesquisas para avaliar quanto que a Feira de Ciências e Tecnologia de 2013 estava ecologicamente sustentável.

Foram feitas pesquisas através de iPads com pais de alunos que participaram da Feira perguntando qual meio de transporte foi o utilizado para chegar na Feira e se eles deram carona a outros amigos para vir ao colégio.

Os alunos participantes do projeto foram separados em vários grupos, os quais foram responsáveis por buscar informações sobre os materiais utilizados em cada trabalho da Feira. As equipes tiveram de responder se o material que iriam utilizar era reciclado, se haveria muito lixo resultante do trabalho e qual fim teriam os materiais depois que a Feira passasse. Assim, os professores puderam observar se os alunos estiveram empenhados em aplicar a sustentabilidade que fora estudada durante a Feira de Ciências.

“Esse ano, eu senti que a Feira foi muito mais organizada e nós, do Educação para Sustentabilidade, pudemos ter uma participação mais próxima aos grupos, o que foi ótimo”, concluiu Thaís Milani, professora do projeto.

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Conheça os projetos premiados da VII Feira de Ciências e Tecnologia

Por Juliana Cezar Mileo, Juliana Reimberg e Leila Maciel

Confira a lista dos projetos premiados na VII Feira de Ciências e Tecnologia do Band.

Voto popular – Ensino Fundamental

9° ano – Projetos com maior número de votos

1 Nanomedicina: além do que os olhos veem

2 Líquido contra líquido: manta de amido para evitar infiltração em apartamento

3 Eletroforese: ajudando a ciência a salvar vidas

8°ano – Projetos com maior número de votos

1 Cidade tecnológica ou futuro urbano

2 A célula Mutante

3 Riscos invisíveis da era digital

7° ano – Projetos com maior número de votos

1 Evolução do microscópio

2 Ferro Fluido

3 Telegrafo: uma inovação na comunicação

6° ano – Projetos com maior número de votos

1 Evolução do Celular com o Ser Humano

2 Minhocas para quê? Remoção de metais pesados dos aterros sanitários

3 O barulho está no ar: novo desing de asas para diminuir ruído

Geral: Projeto premiado no voto popular – Ensino Fundamental

Evolução do celular com o ser humano

Juri técnico – Ensino Fundamental

9° ano

Magnetismo Verde

8° ano

Riscos invisíveis da era digital

7°ano

Ferro Fluido e Eletroimã

6ºano

Metro eólico

Voto Popular – Ensino Médio

1 Aplicação de fluidos não-newtonianos com ênfase no comportamento dilatante

2 Experimento do membro fantasma e neuronavegação como inovação na neurocirurgia

3 Tecnologia da madeira aplicada a eficiência no uso de biomassa para a utilização em fogões de baixo custo

Júri técnico – Ensino Médio

1 Experimento do Membro Fantasma e a neuronavegação como uma inovação na neurocirurgia

2 Aplicação não newtonianos com ênfase no comportamento dilatante

3 Aplicação da eletrodiálise no tratamento de efluentes

Parabéns a todos os participantes!!!

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Confira entrevista com a professora Beth Pontes

Por Juliana Reimberg, Juliana Cezar Mileo e Leila Maciel

A professora Beth Pontes orientou o grupo do projeto Experimento do membro fantasma e neuronavegação como inovação na neurocirurgia que foi vencedor pelo júri técnico. Além disso, o grupo ficou em segundo lugar no voto popular.

Premiação 1

Clique no link para ver a entrevista que ela deu falando sobre a importância da Feira de Ciências.

 

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Ideias inovadoras desde cedo

Por Juliana Cezar Mileo e Leila Maciel

Nesta edição do Feira de Ciências, alunos do 6º ano trazem projetos feitos por eles pela quarta vez na história do evento.

Dentre os grupos de novatos deste ano, entrevistamos os integrantes do projeto “Capacete Elétrico Para Reabilitação Neurológica”. Inspirados pelo cientista e ex-bandeirantino Miguel Nicolelis, os alunos criaram um protótipo de capacete que seria capaz de ajudar deficientes físicos a voltarem a andar. O mecanismo funciona por meio de vibrações elétricas que estimulam a medula espinhal, responsável por controlar os impulsos que nos fazem locomover.

Os pequenos estudantes contaram que participar da feira e elaborar o projeto foi muito interessante e legal. Disseram ainda que decidiram a ideia nas férias quando viram uma notícia sobre o assunto.

Para fazer o trabalho eles escreveram um caderno de bordo que reunia pesquisas e ideias, além disso eles entrevistaram profissionais sobre o assunto e pesquisaram bastante.

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Conheça alguns projetos que buscam melhorar a vida das pessoas

Por Guilherme Nakama

Neste ano, alguns grupos estão apresentando, por meio de seus projetos, alternativas para a melhorar a vida das pessoas. Dois exemplos disso são os projetos de Borra de café como fonte alternativa de energia e o de Tecnologia da madeira aplicada no fogão de biomassa de baixo custo.

O projeto da Borra de café como fonte alternativa de energia visa reduzir a quantidade de borra despejada no meio ambiente, que, por possuir um Ph muito alto, é danoso ao solo. O projeto utiliza tais borras para produzir biodiesel. O processo para se obter o biodiesel é totalmente viável, pois só é preciso deixar a borra secando no sol, despejar a borra seca em um pano de coar, misturá-la com etanol e, por último, coar a solução produzida. Por isso, os membros do grupo acreditam que essa é um futura alternativa para a obtenção de biodiesel.

Já o projeto sobre Tecnologia da madeira aplicada no fogão de biomassa de baixo custo tem como objetivo melhorar os fogões de barro por meio do uso de madeiras que liberem menor quantidade de dióxido de carbono. Esse projeto tem como foco diminuir o índice de mortes por asfixiamento na África devido a inalação de grande quantidade de dióxido de carbono liberado pela queima de madeira. O grupo responsável por esse projeto se inspirou em um outro trabalho semelhante que foi apresentado no ano passado. Eles já estão pensando em seguir desenvolvimento este projeto para a próxima Feira de Ciencias, segundo a aluna do segundo ano do ensino médio Cristiana Lin.

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Premiação acontece hoje às 17h

Por Juliana Reimberg

Às 17h, começa a premiação da Feira de Ciências e Tecnologia no ginásio. Serão premiados os três primeiros colocados do segundo ano do ensino médio escolhidos pelo júri científico e também os três primeiros selecionados pelo júri popular.

Já no ensino fundamental, o melhor grupo de cada série segundo o júri científico será premiado. Além disso, o grupo mais votado no júri popular entre todos os projetos do ensino fundamental também receberá um prêmio.

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Roseli de Deus Lopes, professora da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, fala sobre a importância da Feira de Ciências

Por Juliana Reimberg
Roseli de Deus Lopes é professora da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo além de coordenadora geral e criadora da FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia) que busca estudantes interessados nas áreas científicas com o objetivo de instigar a comunidade em geral a entrar em contato com inovações tecnológicas. Roseli também é mãe do aluno do Band Leandro Zuffo Lopes e atuou em anos anteriores como avaliadora da Feira de Ciência e Tecnologias do Colégio Bandeirantes. Neste ano, visitou os projetos para acompanhar a evolução da Feira.
Confira abaixo uma entrevista exclusiva com Roseli de Deus Lopes.
Como foi a sua experiência como avaliadora na Feira de Ciências e Tecnologia no Colégio Bandeirantes nos anos anteriores?
Roseli: A experiência de avaliadora é bastante interessante, mas traz uma responsabilidade grande. Você precisa identificar os pontos positivos e os pontos que necessitam ser melhorados. Nesse ano, eu vim apenas como visitante para ver como tem sido a evolução da feira. É muito interessante, pois percebe-se que do ano passado para esse houve muitos avanços. Os trabalhos apresentam uma maior profundidade e os grupos prestaram uma atenção mais especial ao diário de bordo que é aquele registro cronológico. Sinto que o envolvimento dos alunos neste ano foi muito maior. Fazer projetos de verdade, descobrir como algo funciona, e até, de repente, criar uma solução nova são coisas que fazem com que o aluno tenha um outro relacionamento com o conhecimento: a escola fica mais interessante.
Qual a importância da feira para a escola?
Roseli: A feira é um instrumento pedagógico poderoso pois ela é um momento de socialização entre os atores da escola e também da escola com a comunidade. Além disso, os alunos, percebendo o interesse das pessoas no trabalho que eles estão desenvolvendo, passam a ter um outro comportamento no dia-a-dia com a escola. Eles passam a fazer conexões entre o seu trabalho e as matérias aprendidas no colégio. A feira é um investimento de tempo e dinheiro muito bom. Os estudantes também desenvolvem importantes habilidades comunicacionais.
E o público? Qual é a importância deles visitarem a feira?
Roseli: Os visitantes acabam aprendendo muito com estes jovens. O público muitas vezes é surpreendido por temas que talvez não fosse estudar sozinho, pelos quais não se interessaria. Outro ponto importante é eles conhecerem a própria escola, tanto a sua estrutura quanto o conhecimento que tem sido transmitido para os alunos. As feiras de ciência são um momento de grande visibilidade para escolas que devem sempre investir nesse tipo de projeto
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