Feira de ciências sob olhar dos professores

Por Giovanna Fabbri

“Eu acho que a feira de ciências além de ser um trabalho de iniciação científica é uma oportunidade de vivencia com o mundo científico, pois envolve toda uma elaboração de pesquisa e relatório. É tanta dedicação que alguns se assustam e desistem, mas os que ficam fazem trabalhos maravilhosos” – Beth Pontes, professora de Química

“A feira de ciências faz com que os alunos pensem de uma forma mais norteadora, eles trabalham com a pesquisa científica e isso ajuda na formação deles futuramente” – Almeida, diretor do departamento de Química


“A feira é muito importante, pois os alunos têm acesso a uma forma de trabalho e metodologia que normalmente não se exerce no dia a dia” – Mariz, professor de Física

“A feira é maravilhosa, e têm mais, os alunos adoram ser professores de vez em quando. É  um grande momento pra eles… (risos) – Rabelo, professor de Física
“A feira está muito Criativa, estou orgulhosa do compromisso dos alunos e de seus entusiasmos. Cada ano a gente percebe que o aluno se empenha mais e mais e se empolgam muito com o trabalho, principalmente os do fundamental.”  – Rosiani, professora de Química

“Com a feira, os alunos ganham interesse pela disciplina e buscam descobrir a coisas, eles percebem que são capazes de desenvolver a ciência… Estou achando o ‘clima’ muito legal, é o mais interessante de todos os anos. Estou orgulhosa do envolvimento dos participantes.” – Márcia Abdo, professora de Geografia

“Do que eu consegui ver da feira, percebi que há muita variedade entre os trabalhos e os alunos estão muito motivados. Acho muito legal junção de conhecimento e diversão.”  – Eneida, professora de Literatura

“E eu achei que eles estão muito preparados e articulados, além de trazer empolgação ao público.“ – Beth Araújo, professora de Literatura

“Estou achando a feira espetacular! Estou muito orgulhosa porque é o reconhecimento de todos eles após um ano de esforço e determinação.”  – Cristiana Mattos, coordenadora do laboratório de Biologia

“Eu acho a feira de ciências muito importante para os alunos conhecer o método científico e as bases de uma pesquisa. Eles ganham e experiência de fazer o trabalho em grupo, de fazer a apresentação , além das pesquisas do próprio conteúdo. Ser orientador é muito gratificante, mas também muito cansativo… Mas no final vale a pena!(risos)” – Fabio Cárceres, professor de Matemática

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Muito além da sustentabilidade

Por Juliana Ferreira e Thais Stoppe

Apesar do enfoque dado à sustentabilidade, o projeto dos alunos do 2º ano do Ensino Médio Isabela Parisio, Gabriela Coletta, Isabela Sarri, Gabriel Cherubin, Larissa Lopes e Isabela Marchetti conseguiu aliar esse conceito a causas sociais. Foram construídos quatro fogões a partir de latas, tijolos reformados, argila, cimento e pedra, com o intuito de substituir as tradicionais fogueiras, utilizadas pela maioria da população de Ruanda e de outros países pouco desenvolvidos.

Essas fogueiras além de serem muito poluentes, são prejudiciais à saúde daqueles que as utilizam, podendo dar origem a doenças respiratórias e até câncer. Com a introdução dos fogões sustentáveis, pretende-se diminuir os riscos de incêndio e de degradação ambiental e os problemas causados a saúde. Além de alertarem para uma importante causa social, o grupo prendeu a atenção do público distribuindo pipoca e marshmallows derretidos preparados no fogão feito por eles.

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Resíduo Eletrônico

Por Lumi Shine

Representando o grupo, Isabela conta sobre os eletrônicos usados e o que fazer com eles. O projeto tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre os perigos que os restos eletrônicos podem apresentar, podendo desde causar doenças até prejudicar drasticamente o meio ambiente por meio dos seus poluentes emitidos. O grupo aponta questões como o que fazer com os eletrônicos usados e a falta de divulgação do governo sobre o problema, trazendo mais curiosidades e informações.

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Telhado Verde

Por Lumi Shine

A ideia do projeto é demonstrar os benefícios de uma técnica inovadora e ecológica
de amenizar a temperatura das casas. O projeto mostra que aplicar plantas (no caso,
broto de feijão) no telhado de residências, mesmo tendo um alto custo, tem grande
eficiência, podendo diminuir a temperatura do local em até 5ºC.

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Engenharia precisa das mulheres, acredita avaliadora

Por Mariana Bregola

Uma exceção no campo da engenharia, a renomada profissional Dra. Roseli Lopes de Deus, coordenadora da Febrace (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia), nos contou um pouco sobre como a mulher vem ocupando espaços nessa área.

Segundo Roseli, o pequeno número de mulheres no campo da engenharia não se deve mais ao preconceito, fator determinante há alguns anos atrás, mas sim a uma percepção de que se trata de uma profissão masculina. Segundo ela, apenas cerca de 15%, entre alunos e professores, são mulheres na Escola Politécnica de Engenharia da USP (Poli).

Entretanto esses números mostram um prejuízo para o mercado. “A diversidade de olhares dentro da engenharia proporciona um enriquecimento no trabalho”, acredita. Além disso, segundo Roseli, há o mito de que a engenharia é uma profissão que engloba apenas as disciplinas de exatas. As áreas de humanas e biológicas também estão presentes quando pensamos na inserção da engenharia na sociedade de consumo.

“Um ambiente em que há equilíbrio entre o número de homens e mulheres tem um rendimento muito maior e proporciona um trabalho muito mais rico”, diz ela. A engenheira acredita também que não é apenas a diversidade entre homens e mulheres que torna o trabalho mais eficiente, mas a diversidade de pessoas, que fornecem olhares e ideias inovadoras para o trabalho.

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Diminuição do lixo

Por Alexandre Junior

Através da gaseificação por pirólise, ou seja, o aquecimento do lixo, Danilo Nakaya, Davi Lemos, Felipe Preuss, Isabella Perini, Marcelo Schwartzman e Lumi Chaves  pretendem diminuir o volume de resíduos humanos. Para isso, este é queimado,  sendo, assim, compactado. Além disso, o gás liberado nessa combustão tem poder energético.

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Quanto mais dança melhor

Por Juliana Ferreira e Thais Stoppe

Um dos projetos de grande destaque em exposição no ginásio é o que propõe uma balada sustentável em São Paulo. As alunas Flávia Nóbrega, Mariana Dias e Sofia Maestro, sob orientação da professora Renata Gonçalves Magalhães, defendem a construção de uma balada, a qual recolheria a água das chuvas em reservatórios e a utilizaria nos banheiros e teria como principal fonte de energia a pista de dança. Esta é composta de cristais piezoelétricos e chapas metálicas e é envolta por um material isolante. Conforme as pessoas dançam, uma pressão é feita sobre a pista, fazendo com que os elétrons contidos nesta se desloquem para as laterais, transferindo sua energia para o cabo da bateria. Com isso, a luz ambiente e a música aumentam.

Caso a balada esteja desanimada, não há muito com o que se preocupar. O local também contaria com chapas que durante o dia captariam a luz solar e, à noite, iluminariam o ambiente. Porém, essa energia advinda das chapas, é pequena e apenas com ela, a música ficaria baixa e as luzes fracas.

Essa ideia inovadora existe em apenas três locais do mundo (Londres, Nova Iorque e Roterdã), mas o modelo apresentado pelas alunas é uma adaptação para que o projeto seja viável em São Paulo. Elas também ressaltaram que apesar do projeto a princípio ser caro, a longo prazo é um investimento lucrativo, pois não há despesas com luz e água e é um convite para todos se dirigirem à pista de dança.

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Revista eletrônica de ciências – projeto universitário no ensino fundamental

Por Victor Maitino

Além dos projetos facultativos, essa feira de Ciências contou com um trabalho de valor na nota dos alunos do 9º ano. Desde o 6º ano, eles vêm realizando trabalhos acadêmicos análogos aos das universidades em sua metodologia e nesse ano concluíram o projeto redigindo artigos na linha de revistas como a Mundo Estranho e a Super Interessante em busca da resolução de problemas levantados por eles mesmos durante as aulas para atingir a sustentabilidade.

Hoje, na feira, foi lançada uma revista eletrônica que reúne os 15, de 58, melhores artigos escritos pelos alunos. O projeto foi coordenado pela professora Cristiana Assumpção e adquiriu o apoio de Leo Burd, PhD, do MIT. Os alunos, à distância das salas, por meio da ferramenta do Fronter, criaram seus próprios artigos no primeiro semestre do ano e, nos outros meses, os professores, juntos ao pesquisador do MIT, avaliaram esses artigos e montaram, com a ferramenta da Apple, a revista eletrônica que, lançada hoje como atração da feira, será disponibilizada no site do Colégio e na Apple Store.

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Qual sacola é a melhor para o meio ambiente?

Por Alexandre Junior

As meninas Isabela Nakagawa, Isabela Awoki, Juliana Anzai e Georgia Faria respondem a essa pergunta. A sacola Oxibiodegradavel é a melhor, ecologicamente, dentre as outras sacolas de plástico e de papel. Durante a experiência de um mês, elas observaram que as sacolas demoravam para degradar como as sacolas de plástico convencionais ou liberavam corante como as de papel.

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